Casos Reais - A Linha Tênue entre Herói e Vigilante


Alguns dos personagens mais famosos dos quadrinhos são aqueles que fazem as leis com as próprias mãos. Quando o sistema de lei não funciona, é fácil se identificar com um vigilante que decide combater o crime com as próprias mãos e trazer justiça sobre aqueles que fazem coisas erradas e saem impunes com isso. 

Porém, na vida real, a questão de vigilantismo é muito mais complexa. Enquanto alguns vigilantes são figuras simpáticas, outros vão longe demais e seu desejo de justiça vira desejo de vingança, e existe uma linha muito fina e fácil de ser ultrapassada entre esses dois sentimentos. Em alguns casos, pessoas completamente inocentes acabam perdendo suas vidas. 

Quaisquer que sejam as circunstâncias, quando o vigilantismo ocorre, com certeza é cercado de muita polêmica.

1- Bernhard Goetz

Um dos filmes mais populares sobre vigilantes de todos os tempos, é o "Death Wish". Charles Bronson interpreta um morador de Nova York comum, que responde a crescente criminalidade de sua cidade com uma resposta comum: Atirar em todo ladrão que encontra (quem nunca pensou nisso certo? Ontem mesmo já desejei ter algumas granadas, no mínimo, três vezes). Em 22 de dezembro, 1984, em Nova York, Bernhard Goetz, um especialista em eletrônica de 37 anos, foi abordado por quatro homens no metrô de Manhattan. Depois de anunciarem o assalto, Goetz puxou um revólver e atirou cinco vezes neles. Apesar do fato de todos sobreviverem aos ferimentos, um dos homens ficou paralisado. 

Goetz fugiu do estado por vários dias antes de finalmente decidir se entregar. Ele alegou que havia atirado nos homens não apenas para se defender, mas sim pois anteriormente, quando tinha sido assaltado, não teve justiça nenhuma.

Acusado de quatro acusações de tentativa de homicídio e assalto, Goetz foi apelidado de "O Vigilante Do Metrô" pela mídia de Nova York. Por Goetz ser branco e suas "vítimas" negros, o caso gerou muita controvérsia. Goetz foi absolvido das acusações e só cumpriu oito meses de prisão por uma acusação de carregar uma arma de fogo sem licença. Anos mais tardes, o ladrão que ficou paralisado entrou com uma ação contra Goetz, e o júri concedeu a ele 43 milhões de dólares.

2- Gary Sellers & Robert Bell

Em agosto de 2007, Timothy Chandler de 53 anos, de Helenwood, foi preso e acusado de posse de pornografia infantil. Ele recebeu liberdade condicional e foi registrado como criminoso sexual, mas foi libertado sob fiança. Dois de seus vizinhos, Gary Sellers e Robert Bell, decidiram que não queriam um pedófilo em seu bairro. Então decidiram assustá-lo, colocando fogo em sua casa.

Outro vizinho correu para tirar Chandler para fora da casa em chamas, mas sua esposa, Peggy, ficou presa lá dentro. Chandler tentou resgatá-la mas ela morreu no incêndio. No fim, Sellers e Bell tinham matado uma mulher completamente inocente.

Bell se declarou culpado de assassinato em segundo grau e agressão agravada, e foi condenado a 25 anos de prisão. Sellers recebeu a sentença de 12 anos.

3- Michael Muller

Em 2005, três criminosos sexuais, Hank Eisses, Victor Vazquez e James Russell, estavam vivendo juntos como companheiros de quarto em Bellington, Washington. Os três cumpriram pena na prisão por abusarem sexualmente de crianças. Na noite de 26 de agosto, foram abordados por um homem vestindo um boné do FBI em sua porta. Ele alegou ser um agente do FBI e disse que estava investigando ameaças de vigilantes contra criminosos sexuais. Depois de deixar o agente entrar na casa, Russell saiu para trabalhar, mas quando retornou mais tarde naquela noite, descobriu que Eisses e Vazquez tinham sido executados a tiros.

O assassino logo enviou cartas à polícia e mídia. Ele disse que planejava matar mais criminosos que tinham abusado de crianças e que ele só poupou a vida de Russell para que ele pudesse espalhar a palavra sobre suas ações. No entanto, em 5 de setembro, o assassino ligou para a polícia e disse os termos para se entregar.

O culpado era um ex presidiário de 35 anos chamado Michael Mullen, que tinha servido anteriormente por pequenos delitos como roubo e fraude. Mullen havia sido molestado por um vizinho quando era criança, e viveu uma vida muito conturbada. Ele alegou que seu vigilantismo foi inspirado pelos crimes horríveis de um criminoso sexual específico, Joseph Edward Duncan III. Duncan tinha assassinado recentemente uma família de Idaho e sequestrou os dois filhos mais novos como escravos sexuais.

4- Prell Gilton e Lupe Mercado

Em 2012, um casal de Los Angeles, Barry Laprell "Prell" e Lupe Mercado, ficaram horrorizados ao descobrir uma fotografia de sua filha de 17 anos, Alicia, em alguns anúncios de acompanhantes. Alicia tinha saído de casa no ano anterior e estava envolvida romanticamente com um membro de gangue, Calvin Sneed, de 22 anos. Calvin obrigava a garota a se prostituir.

O casal pediu ajuda das autoridades, mas receberam pouca ajuda, porém, o controle que Calvin tinha sobre Alicia acabou nas primeiras horas da manhã de 4 de junho, quando foi morto a tiros dentro de seu veículo.

A polícia suspeita de Prell e Lupe. Prell tinha alegado anteriormente ter tentado, mas não conseguido, atirar em Calvin. A polícia logo prendeu o casal e mais outros dois, Antonio, primo de Prell e Alfonso Willians, por entregar a arma do crime para Prell e participar do crime. As pessoas ainda discutem se o casal é inocente ou se o vigilantismo foi justificado, mas todos os quatros suspeitos tiveram acusações federais de assassinato e extorsão, e estão atualmente aguardando julgamento. E se fosse a sua filha nesta situação, e a polícia não fizesse nada? O que você faria?

5- Mack Charles Parker

Em 23 de fevereiro de 1959, uma mulher branca grávida nomeada June Walters esperava em seu carro com sua filha de 4 anos, em uma estrada em Pearl River County, Mississippi. O carro tinha quebrado e o marido de Walters tinha ido procurar ajuda, quando Mack Charles Parker, de 23 anos, se aproximou do carro, sequestrando as duas e depois estuprando Walters. No dia seguinte, o pai de um dos amigos de Parker ligou para a polícia e Parker foi preso.

Walters identificou o homem como autor do crime. No entanto, nenhuma outra prova ligou ele ao crime. Parker não se declarou culpado da acusação de estupro e das acusações de sequestro e aguardou julgamento.

Um pouco depois da meia noite em 25 de abril, uma multidão de dez pessoas vieram para a prisão. Eles não precisaram invadir a prisão pois um vice xerife os deixou entrar e se aproximarem da cela de Parker. Eles pegaram o homem e o levaram para a ponte de Pearl River. O homem foi baleado duas vezes no peito jogado no rio.

Uma investigação do FBI levantaria os nomes de todos os participantes do crime, mas as autoridades locais se recusaram a acusa-los. Debates ainda existem sobre como Parker era ou não um homem inocente.

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