Crítica | O Hobbit - A Desolação da Smaug


A segunda parte das aventuras do Bilbo é bem melhor que o primeiro filme da trilogia. Com um roteiro bem  mais coerente, bom ritmo e uma evolução de personagens mais bem feita.


Na história da segnda parte da saga, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e os anões se separam de Gandalf (Ian McKellen) para atravessar a Floresta Negra! Lá enfrentam aranhas gigantes e encontram os elfos, para entrar na Montanha Solitária onde vive Smaug, o dragão que há muito tempo saqueou o tesouro do reino dos anões do avô de Thorin (Richard Armitage).

Assim como foi na primeira parte, aqui a trama é entrecortada por vários documentos, anotações do Tolkien e elementos de outros livros deste mesmo universo, mas também tem várias coisas criadas exclusivamente para o filme. Tudo isto serve para contribuir positivamente no resultado final, deixando a hexalogia com o Senhor dos Anéis cada vez mais clara.

O Hobbit: A Desolação de Smaug, percebemos 3 ramos narrativos que se entrelaçam. O primeiro, com total embasamento no livro que dá origem a trilogia, conta com a saga dos Anões rumo ao encontro do Smaug (Benedict Cumberbatch) para recuperar a Pedra Arken. Nele a incrível interaçao entre Martin Freeman e o fantástico dragão Smaug. A interação dos dois personagens é sem dúvidas, a melhor coisa do filme.

No ramo sombrio, temos Gandalf atravessando a Terra Média em busca da verdade sobre o Necromante (Benedict Cumberbatch). Apesar deste núcleo ser o responsável por grande parte da fraca do filme, a construção narrativa foi muito interessante, mesclando os poucos detalhes que constam no livro do Hobbit, com anotações de Tolkien e elementos de outros livros para explicar de maneira mais didática os acontecimentos que culminarão na saga do Senhor dos Anéis para o público que conhece a Terra Média apenas nos cinemas. Ou seja fazendo elo com trilogia passada.

Por último temos o ramo mais dramalhão, estrelado por Legolas (Orlando Blomm), Tauriel (Evangeline Lily) e o anão Kili (Aiden Turner) num pseudo triângulo amoroso partindo do nada rumo a lugar nenhum, mas com as melhores cenas de ação da Terra Média. Aqui o destaque fica por conta de Tauriel, personagem criada exclusivamente para o filme e que surpreende durante sua jornada. Peter Jackson acertou em cheio na criação deste personagem e ao escolher a atriz Evangeline Lily, amada pelo mundo nerd por seu papel na série Lost.

A segunda parte tem uma introdução bem mais curto do que do primeiro filme, sendo apenas de 9 minutos, comparados aos quase 50 minutos do primeiro filme.

Os efeitos especiais tiveram uso irregular com cenas gradiosas em algumas partes como a fuga dos barris e o final com o Smaug e outras sente-se bem presença do CGI.

E por fim, o dragão de Benedict Cumberbatch faz valer a pena. O ator fez a captura de movimentos e também emprestou sua incrível voz ultra vilanesca para dar vida ao dragão antagonista do filme. Talvez não fosse tão necessário as alterações de vozes feita pra modular a voz dele. Mas mesmo assim, você terá oportunidade de se divertir novamente pelo interior da TERRA MÉDIA!

Para leitores do livro que esperavam fechamento do arco neste filme, afinal existem três arcos importantes no livro. Mas Peter Jackson não conclui neste filme, deixando fechamento do segundo arco para terceira parte. Prometendo uma verdadeira batalha no grandioso final dessa trilogia. Um ano agoniante de espera está por vir...

NOTA: 8/10

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