Crítica | Gravidade


O espaço, de todos os ambientes onde o homem já esteve, esse com certeza seja o mais inexplorado (e, talvez, inexplorável) totalmente, é um lugar onde poucos de nós um dia estarão, mas o diretor Afonso Cuarón nos fez experimentar um pouquinho da agonia, tristeza e beleza desse fundão sombrio... que todo mundo já colocou de desktop :D

Bem, você já deve ter visto todo tipo de crítica sobre o filme, nós estamos um pouco atrasados, mas nunca é tarde pra amar falar desse que pode ser considerado um dos melhores filmes de ficção científica. Sim, Afonso fucking Cuarón trouxe uma experiência completamente nova no cinema e uma visão desesperada de estar no espaço, as cenas onde a câmera fica em primeira pessoa são impressionantes e não está ali só por estar, já que ajudam também a criar uma afinidade com a protagonista.
Por falar em protagonista, vamos falar sobre os personagens, que na verdade basicamente é Ryan Stone (papel que com 90% de certeza vai lotar a estante da Sandra Bullock de prêmios), Matt Kowalski ( Um
George Clonney muleque piranha como nunca, desculpem a expressão hehe). O Filme tem outros personagens? Têm, mas por mais aproveitados que eles foram, o destaque foi mínimo.
Agora, saindo desse básico que citei acima, é legal falar de uns méritos que o filme trouxe. Um deles é o capricho de trazer algo autentico e próximo da nossa realidade, um exemplo sobre isso, é quando vemos uma nave explodir mas seguindo as regras da física, onde nenhum barulho se propaga no vácuo e isso faz toda a diferença... Ver a nave explodindo sem escutar o barulho como estamos acostumados já em outros filmes, é um silêncio GRITANTE!!!! 


Colocando a ciência de lado, talvez o que mais marcou a base psicológica foram as metáforas renascentistas que está no filme e isso está presente quando observamos em Ryan Stonne, alguém que estava "morto" ( ou não tinha ainda nascido pra si) buscando nada mais que um instinto mais simples do que toda a complexidade espacial: O instinto de Sobrevivência. Pra ver esse "renascimento" no filme não precisa ser nenhum crítico conceituado ou nada do tipo, é só ver os pequenos detalhes deixados pelo diretor, um exemplo é quando vemos Ryan pela primeira vez sem seu traje espacial, onde ela fica em posição fetal com direito ao cordão umbilical (Inclusive esse é o nome "chulo" daquele cabo) fazendo presença as ideias do Cuarón... É uma cena linda!!!

Enfim, acho que que muitos de vocês já viram o filme, então nada do que eu falei aqui deve ter sido uma grande novidade, mas se você ainda não viu o filme, vá!!! A experiência é única (ainda mais em 3D) e com certeza esse é um filme que marcou nossa pobre geração marcada pela pouca criatividade no cinema.

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